Pesquisadores descobrem “chifres” em crânios de jovens – e a culpa pode ser dos celulares

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A tecnologia tem mudado a forma como nos comportamos, mas os dispositivos que usamos podem estar também alterando a estrutura de nossos corpos e esqueletos. Uma pesquisa encontrada pelo Washington Post sugere que os jovens estão desenvolvendo pequenos ossos na base do crânio que se parecem com chifres. Essas estruturas se formam por causa do deslocamento do peso da cabeça quando olhamos para baixo, exatamente a posição em que ficamos ao olhar para as telas dos smartphones. Essa força causa o crescimento do osso na conexão entre tendões e ligamentos na região. A publicação compara esse crescimento com a formação de um calo na pele em resposta a algum tipo de pressão.

No estudo publicado no sistema de revisão de pares da revista Nature, os pesquisadores David Shahar e Mark Sayers, da Universidade de Sunshine Coast, na Austrália, argumentam que a predominância dessa estrutura em jovens adultos aponta que a mudança na postura pode estar sendo causada pela tecnologia moderna. Eles afirmam que os smartphones e outros dispositivos exigem que os humanos inclinem a cabeça para frente.

Segundo o estudo, 41% dos jovens entre 18 e 30 anos que foram avaliados apresentavam tal estrutura. A estimativa é de que isso atinja 33% da população total. O perigo não é o chifre em si, afirmou Mark Sayers. Porém, a formação é um “sinal de que alguma coisa não está certa, de que a cabeça e o pescoço não estão na configuração em que deveriam estar”.

Há quem diga, contudo, que não existe razão para pânico. A Vice, por exemplo, argumenta que a ligação entre o crescimento ósseo na base do crânio e o uso de smartphones não passa de um palpite dos pesquisadores feito com base na informação de que a estrutura é mais comum em jovens. Os pesquisadores sequer cruzaram dados sobre o uso de dispositivos móveis pelas pessoas avaliadas e o crescimento do osso na base do crânio e o uso de dispositivos móveis.

“Não dá para dizer que esses chifres não existem. As radiografias estão aí, mas o que é importante notar é que não sabemos se eles são causados por smartphones, se eles estão presentes na maioria da população e quais são os sintomas”, diz o texto da Vice.

Época Negócios